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Maio 2011

Incrível. Fantástico, Extraordinário


O hipermercado ao longo dos anos, mudou de denominação tendo até usado, em outras eras, um paquiderme, como logotipo. Durante mais de três décadas e meia, cresceu, modernizou-se, tornando-se o máximo no atendimento das necessidades do cliente.

Do pequeno ao grande consumidor, principalmente o idoso, uma clientela cativa. È campeão nas vendas de produtos (sem agrotóxicos) e zela pela qualidade dos produtos expostos. Aberto 24 horas, tem uma rotisserie que prima em servir um café cappuccino bem cremoso.

Numa quarta feira qualquer, por volta dás 10 horas da manhã, (uma gama de) pessoas dos mais variados tipos, pupulava entre as abarrotadas gondulas, em especial alguns casais de idade para lá de madura. O AGORA está em plena capacidade de atendimento. Fazendo sua peregrinação um casal, parecendo velhos habitues do importante centro mercantil, escolhe vagarosamente, num ritual repetitivo de olhar, comparando produtos similares, preços, embalagens e outros afins.

O tempo passa em descompasso com o que ocorre com as demais áreas de lojas de departamentos, serviços, butiques e agências bancárias. O Alma Grande, pachorentamente sentado dentro do carro, na vaga destinada a idosos e cadeirantes, está a algum tempo observando o movimento dos caixas.É a corrida dos carrinhos de compras a caminho do estacionamento coberto.Senhoras executivas e de executivos, paramentadas com adereços de grifes de renome, porte e pose de freqüentadoras de academia de ginástica, se destacam, pelo pisar firme, poses e posturas adquiridas no traquejar e tratos dos cargos e encargos na sociedade dominante.

Incrível a profusão de carros novos, caminhonetes de top de linha de alta potência, traduzidas pelas acelerações de manobra de entrada e saídas do estacionamento. Contrastando, chama atenção uma Belina Ford 1970 ainda inteiraça, pintura já bastante antiga com adesivos colados nos vidros laterais divulgando clubes de futebol, - ICASA, FERROVIARIA E OLARIA, cidades de turismo e um fantástico display de uma companhia de aviação aérea com o destaque de um corcunda, com os dizeres:

“Use a cabeça. Voe pela Real.”.

O casal de idosos lentamente, empurrando um carrinho de compras abarrotado de latas, vidros, garrafas e afins, se aproxima da Belina vermelha passando pelo ALMA Grande. Confabula entre outras coisas, algo que soa sobre a realização de um encontro de confraternização de antigos pioneiros de construção de Brasília, mais precisamente a AFA(Associação dos Freqüentadores do Aeroporto).

- Deoclésio: Vê se você localiza o Paulo Niziara e também aquele repórter do Correio Braziliense, alto e magro, parece que ele trabalha também na delegacia do IAPI.

- Deixa comigo! Da nossa lista só faltou o Doutor Osório Adriano, o Doutor Rômulo Maroclo e o Ari Cunha confirmarem suas presenças.

- È isto ai!

Afinal, se não for nesse ano, poderá ser no ano que vem. Lá no acampamento da Perdeneiras.

Nós não cobramos nada, apenas atenção e a presença. Brasília, 1959/2011.

(*) José Colombo de Souza Filho (Fortaleza), jornalista, escritor, servidor públicor.    

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