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Maio 2009

Comuna Paidégua


Foi no tempo em que o Marechal Lott, como Ministro da Guerra, encabeçou o movimento que culminou com a renúncia de Café Filho. A coisa naquela época andou bem quente. O clima parecia ser aquele que antecede os grandes conflitos, pois ainda não fora encontrado o “jeitinho brasileiro”.

Programou-se um comício para a Praça do Ferreira onde se proclamaria total apoio às correntes nacionalistas. Mas a barra estava muito pesada, a praça cheia de policiais. A perspectiva era de grossa pancadaria. Chamaram o Paulo Mamede para abrir o comício, mas ele ponderou:

- Esse negócio não vai dar certo. A provocação é coisa certa!

- Então eu abro! – afirmou Anibal Bonavides já subindo os degraus da Coluna da Hora. – Viva o Marechal Lott! – gritou ele.

Lá num canto da Praça , mais forte ainda, outro grito se fez ouvir:

- Eita! Esse é dos meus...ah! Comunista paidégua!

Só os que não são

O mestre Carlos Bananeira trabalhava com os filhos na sua oficina, todos mecânicos como o pai. Eu gostava do humor o Bananeira. Às vezes eu ia consertar um carro ou simplesmente levar ao Bananeira o nosso jornal. Ele era conhecido pela mania de chamar todo mundo de corno. Não escapava juiz, promotor, nem mesmo o vigário.

Certa vez, Bananeira recebeu a visita de um cidadão que era um dos mais eméritos chifrudos da cidade. Depois de longo bate-papo com o Bananeira, o homem observou:

- Bananeira, venho notando que você chama todo mundo de corno, porque é que nunca me chamou?

- É porque eu só chamo os que não são...

Virou macumba!

Zé Marinho, certa vez, foi dar assistência a uma organização de base do Partido recém criada na Bela Vista. Quando chegou lá notou que dos três elementos que compunham o organismo, dois eram umbandistas e o outro protestante. Marinho tentou levar a discussão para o lado político mas não conseguiu, só dava religião. A coisa piorou quando os dois umbandistas atuaram e se abraçaram em meio a um diálogo ininteligível ditado do além. O protestante, apavorado, com força agarrou sua Bíblia e pediu proteção ao Mestre.

Vendo que aquela base estava sob profunda influência do misticismo, Marinho levantou-se e foi rumando para a porta de saída. Foi quando o protestante , que estava apavorado com aquela manifestação de “mas espíritos” apelou para Marinho:

- E o irmão-camarada vai me deixar aqui sozinho?

- Fico nada! Disseram-se que isto era uma base do Partido. Mas isso aqui é mesmo no duro um terreiro de macumba!

(*) Luciano Barreira (Quixadá), jornalista e escritor

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Luciano Barreira
Jornalista e Escritor

                                            


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