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Junho 2008

Novo Dinheiro


Tem coisa mais prática que Cartão de Crédito? Fui apresentado ao dinheiro de plástico durante uma viagem que fiz aos Estados Unidos, nos anos 70. Ao pagar uma compra com nota de cem dólares, em Miame, o comerciante ficou alguns minutos examinando a cédula, tão rara quanto a de cem reais era no Brasil. Enquanto virava a cédula de cabeça para baixo para certificar-se de que não era falsa, falava das vantagens do cartão. Dinheiro vivo, no caixa, dá trabalho e preocupação. Atraí ladrão e, no final do dia, tem que chamar carro-forte para levar a grana para o banco. O cartão é mais seguro. Basta passar na máquina que o dinheiro já está na conta, garantia o comerciante.

O cartão estava sendo lançado no Brasil, pelo Citibank, com o nome de Citicard, justamente naquela época. No começo, era usado por poucos e rejeitado por muitos que achavam o cartão coisa de liso, de quem não tinha dinheiro. O comerciante tinha a sensação de que estava fazendo um favor, como se estivesse vendendo fiado. Aos poucos o cartão de foi substituindo o papel moeda, decretando o fim do cheque. A maioria dos comerciantes já se acostumou. Só reclama, hoje, das taxas das transações, que nos Estados Unidos não passam 2,2%.

O jornalista Luís Turíbio conta que o francês Daniel Briand, dono de um café na 104 Norte, quando vai a Paris pagar suas contas com o cartão. Aqui ele se nega a receber cartão dos fregueses, em sinal de protesto. Na França as taxas não chegam a 1% ao mês, quanto aqui elas passam dos 5%.

Como essas taxas são repassadas ao consumidor, o senador brasiliense Adelmir Santana resolveu meter o dedo no suspiro. Apresentou quatro projetos no Senado para regulamentar o que ele chama de “pujante mercado de cartões de crédito” O senador que é presidente da Federação do Comércio do Distrito Federal, estranha que 96% do mercado de cartões estejam sob o controle do Visa e do Mastecard. Apresentou projeto que acaba com a exclusividade entre credenciadoras e bandeiras de cartões, o que inibe a livre concorrência. Outro projeto estabelece a cobrança diferenciada para transações à vista e com cartões. Noutro, confere ao Banco Central o e a fiscalização desse mercado.

No momento em que o dinheiro de plástico é usado ao redor do mundo para pagar contas, retirar dinheiro e fazer compras, o governo não podia ficar só olhando a novidade. O Cartão Corporativo surgiu na era Fernando Henrique Cardoso justamente para inserir o governo no processo, agilizando a movimentação financeira. Os cartões corporativos foram instituídos em 2001 para dar mais transparência e eficiência aos gastos que até então eram feitos em contas do chamado tipo B. O servidor recebia a grana e prestava contas, às vezes comprovando gastos com notas falsas.

Mas como tudo no Brasil tende a descambar para a lei de Gerson, aquela em que todos querem de dar bem, o Cartão Corporativo que era para gastos essenciais e de emergência, começou a ser usado em compras de tapioca e em free-shop. O uso do cartão, de um modo geral, não tem volta, está consagrado. O que a gente espera é a moralização do uso do corporativo, sem desvio de função, a redução das taxas e a diversificação do uso de terminais para diminuir custos para empresários e consumidores.

E viva o novo dinheiro.





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Wilson Ibiapina
Jornalista

                                            


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