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Novembro 2013

Você ainda tem vergonha de pedir uma cachaça?

A cachaça, feito o samba “TemposIdos”, de Cartola, aos poucos se aprimorae, sem cerimônia, parte para oestrangeiro. De conquista em conquistapenetra na alta sociedade e já é vendidaem bares e restaurantes sofisticados,destronando o velho preconceito quea transformava em bebida de pobre eirresponsável.

A cachaça faz parte da cultura denosso país, mas, apesar de seu saborúnico, de ser a bebida nacional, édiscriminada. Ainda hoje tem quemmorre de vergonha se for flagradotomando um gole de pinga. Talvez porcausa do preço, virou bebida de pobre.Como é muito barata, a moçada abusado aperitivo. Bebe até cair, ajudando a estigmatizar oproduto que ainda é tido por alguns como bebida degente desqualificada.

Chamar alguém de cachaceiro é uma ofensa imperdoável,a não ser que o cidadão tenha presença deespirito e tire de letra como fez o ex-prefeito de Caucaia,município do Ceará. Domingos Pontes discursavainaugurando obras no mercado municipal, quandoouviu um grito: Cala a boca, cachaceiro!!

Domingão, sem perder a pose, respondeu na lata:Quem dera fosse eu um cachaceiro, um fabricantede aguardente. Infelizmente, sou apenas um humildeconsumidor.

No Nordeste, até a literatura de cordel faz coro nadiscriminação:

“A cachaça é moça brancaFilha do pardo trigueiro
Quem bebe muita cachaçaNão pode juntar dinheiro.”

Os mineiros, com suas marcas artesanais, suavizaramo sabor. A bebida vai penetrando que nem faca em melancia.Hoje já se vê até grupos de mulheres em bares, restaurantes,jogando conversa fora em torno de uma pura.

A compra da Ypioca pela britânica Diageo, fabricantedo Johnnie Walker, um negócio de R$ 900 milhões, ajudaa diminuir preconceito.

A última vitória da cachaça vem dos Estados Unidos,onde foi oficialmente reconhecidacomo produto de origem exclusivodo Brasil. Acabou com essa históriade “brazilian rum”.

O jornalista e escritor ReginaldoVasconcelos não esquece “a históriado cara que quis tomar cachaça norestaurante de um hotel 5 estrelas dacidade. Não serviam cachaça. Entãoele quis saber se serviam caipirinha.Sim, caipirinha serviam. Pediu entãouma caipirinha, porém sem gelo, semlimão e sem açúcar. E desse modopôde tomar a sua pinga sossegado,num belo copolong drink.”

Acredito que está chegando odia em que garçons se orgulhem deoferecer uma cana e que as pessoasnão fiquem mais bebendo um scotch,vodca ou vinho com vergonha de pedir uma pinga.

Um amigo meu, muito enjoado, tem a mania depedir cachaça cearense, em Brasília. Não se encontranem em restaurantes e bares da cidade, mesmo quandoo dono ou o maitre é cearense. Francamente, nuncapensei que a cachaça cearense fosse melhor que amineira!; Dizem até que a cachaça do Piauí e da Paraibaé melhor do que a cearense. Lastimável. Um dosdonos cearense me disse que nunca foi procurado porvendedor de cachaça do Ceará. Só me cabe dizer: vãotrabalhar mal assim na baixa da égua...

(*) Wilson Ibiapina (Ibiapina), jornalista

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Wilson Ibiapina
Jornalista

                                            


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