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Novembro 2012

As luzes estão acesas

As luzes já estão piscando, os pinheiros enfeitados de pingentes coloridos, laços vermelhos e dourados se perfilam, engalanadas as vitrines, e novembro se espanta com um aparato que nunca lhe foi oferecido! Erraram as contas! Dezembro ainda está longe, mas os shoppings com a sofreguidão em faturar já se apresentam com cara de festa, se antecipam anunciando o Natal e as festas de fim de ano!

O salário, curto, e a interminável lista de compromissos a saldar angustiam o pobre coitado que se aventura pelas galerias iluminadas, com a intenção de, também se antecipando, saber o quanto lhe vai sobrar depois dos gastos inadiáveis.E assim, calculando, fazer frente aos preços estipulados na vitrine, acenando, facilitados, divididos, e maquiavelicamente magnetizando!

As aulas, na escola, ainda não findaram, mas o pagamento já se anuncia, com a ameaça provável do aluno perder a vaga no próximo ano, se a matrícula não se apresentar no tempo exato! Os algarismos são gordos, polpudos na hora da contabilidade, por mais se tente emagrece-los quando se apresentam as contas de luz, água, telefone, o dentista, a farmácia, os extras, impreteríveis. Milagre, ninguem faz. Urge apertar o cinto, restringir o que adoça a boca, jogar para frente aquele velho desejo protelado há meses!

Mesmo sabendo que ainda é novembro, todo aparato é mero artifício do comércio instigando o consumismo, o coração se alvoroça ante as luzes e os pinheiros. Mesmo que os céticos, no intuito de fazer sombra à alegria digam que a data é simplesmente simbólica e que Cristo não veio ao mundo em dezembro, 25, que importa o dia, as voltas que a Terra deu em volta do Sol, calendário criado pelo homem para facilitar-lhe o dia a dia? Importa acreditar nessa verdade e repetir que certo dia uma criança aportou a este planeta trazendo uma mensagem de amor que iria modificar todo o comportamento humano.E decisivamente influir no seu pensamento e nas suas ações. Com tal intensidade e força que passados dois mil anos ainda se persegue esse amor como uma meta a alcançar, um sentido para a vida.

Cristo aceitou a natureza humana, e como homem, convivendo com os homens, conheceu-lhes as limitações e a vulnerabilidade.Viu-se cercado da hipocrisia, da falsidade, da ânsia do poder. Movidas pela inveja as ciladas se ergueram, convencidas de apanha-lo em contradição, ao apresentar-lhe a lei e a liberdade como em lados opostos,_ “Senhor, disseram-lhe, sabemos que não lisongeias a ninguem, porque não olhas para as aparências, é lícito pagar o imposto a Cesar? Pondo a descoberto a astúcia e a perfídia, Cristo segurou a moeda do imperador que lhe era mostrada, prova do imposto exigido, e anulando a emboscada armada simplesmente retrucou, calando-os,: estupefatos;” Daí a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”. Ao lhe trazerem a adúltera, também pondo em confronto a lei judaica, extremamente severa, que mandava apedreja-la, e a caridade que pregava, Cristo com a autoridade inerente, conhecendo-lhes a malícia respondeu:” Quem não tiver pecado, atire a primeira pedra”. Acusados pela própria consciência foram saindo, um a um, sorrateiramente...”

Agora que se aproxima o Natal e se comemora a vinda de Cristo e a sua permanência entre nós como um privilégio ao homem, ponto de referência para uma tomada de posição à caminhada deste inveterado andarilho, renasce em cada mortal o desejo do bem, o anseio de generosidade e justiça, o desejo de compreender, de perdoar, de abrir o coração, de externar o sentimento, de soltar as amarras. E livre, sem os grilhões do egoísmo, sem a sofreguidão de ter, deixar que venha à tona o anseio de ser.

Retornam as lembranças queridas, o rosto das pessoas amadas com quem convivemos adoráveis momentos, retornam fatos que marcaram decisivamente a nossa caminhada. E de pureza e ternura se enche o coraçãoVolta a criança de ontem, sonhando com o carrinho de bombeiro, com o caminhãozinho de madeira, colorido, com a boneca que se viu na vitrine, e a cena muito antiga dos sapatinhos enfileirados no corredor da velha casa, aguardando a passagem do Papai Noel. No tempo em que o bom velhinho povoava de sonhos e ansiedade a inocência que dormia.

São outros os tempos , e o que ficou no ontem retorna apenas na saudade, Difíceis os dias e as perspectivas do amanhã mostram nuvens carregadas.Voltemos ao presente que muito perto de nós há choro e dor, lágrimas e desalento. As luzes estão acesas anunciando o Natal e uma multidão espera por nós para sobreviver. Milhões de indigentes, homens, mulheres, crianças abandonadas, discriminadas, a fome ameaçando-´lhes a vida.

Natal não é festa de uma noite! A solidariedade precisa continuar, e a generosidade, permanecer. As luzes estão acesas...

(*) Regina Stella (Fortaleza), jornalista e escritora

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Regina Stella S. Quintas
Jornalista e Escritora
studartquintas@hotmail.com

                                            
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