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Arbil 2012

Imaginação ou realidade?

Pode-se soltar a imaginação, dar-lhe azas, e as visões mais fantásticas podem acontecer no sonho, agora, mas poderão se tornar realidade, pura, nos anos que estão por vir.

Sem fronteiras a inteligência, sem limites o campo da pesquisa, o homem, num crescendo, vai dilatando a sua capacidade de descobrir e de inventar, apurando detalhes, feição, peculiaridades do que já atinge, e chegará, certamente, a um mundo que hoje pode nos parecer miragem e fantasia, mas real e palpável amanhã.

Por incrível que pareça, muitos dos que viveram no século passado, ontem, não viram cruzando os céus um avião, e dele sabiam como algo fantástico e extraordinário pelos jornais da época! Nunca, nem na imaginação, lhes passou a ideia de um “jato”, de uma televisão, de um computador, de um robô, de um marca-passo! Jamais conceberiam o homem chegando à lua, e da Terra, seguindo pela televisão, os primeiros passos e a grande aventura da primeira caminhada no satélite boêmio e seresteiro. Nem poderiam supor que, por transplante, pudesse em alguém, pulsar um coração alheio, a visão ser recuperada por olhos estranhos, doados, e uma avó, concebendo pelo óvulo da filha, fecundado, três crianças, se transformando de uma só vez, em avõ e mãe! Fatos inverossímeis e absurdos àquele tempo, mas reais e comuns nos dias que correm.

Hoje, em pouco mais de uma hora, se vai de Fortaleza à Guaramiranga, tão rapidamente se chega a um lugar que Deus, na pressa, deixou ficar nestas paragens! Mas o bisavô perdia dias inteiros a cavalo para chegar à Vila querida. Com paciência se sujeitava ao passo lento do animal, e tranqüilamente por entre a densa vegetação, entregue aos próprios pensamentos enquanto fluíam as horas, aguardava o instante de ver Guaramirange em flor, brança de névoa, respingada de orvalho.Valia a canseira com a visão da serra toda branca, o cafezal florindo.

Tristemente constatamos, agora, que nós, também, não presenciaremos muitas das descobertas e dos avanços da tecnologia que serão comuns àqueles que, pequeninos, acalentamos ao colo, hoje! Estão fascinados os pesquisadores com o mundo que descortinam, e as possibilidades que a tecnologia lhes acena! Fantásticas são as previsões, dizem os engenheiros, como há cem anos, na tentativa de construir os grandes motores! Estão vivendo, arquitetando, sonhando, tentando sempre mais, construir a tecnologia das micromáquinas.

Uma renovação que revolucionará o mundo da mecânica, o mundo da medicina. Pesquisadores estão criando engrenagens, turbinas, motores tão pequenos que centenas, mil, que sei eu, cabem no espaço de poucos centímetros! Mínimos robôs poderão percorrer a intricada rede vascular do corpo humano e detectar onde está o bloqueio do coração, e corrigir-lhe a anomalia! Micro-instrumentos, num cateter capacitam o cirurgião a operar num coração fechado, e, numa artéria bloqueada, varrê-la, raspa-la, anulando a ameaça! Quanto já se descobriu, aberto o caminho para mais aquisições, mais avanço e desenvolvimento em prol desse pobre mortal, prolongando-lhe a vida.

Promessas, perspectivas, de um tempo apenas vislumbrado! Uma doação obstinada de uma pequena multidão, debruçada em livros, em laboratórios, no silêncio das noites, tentando, repetindo, construindo, trabalhando pela humanidade, anonimamente!

Pena que com todo esse avanço, esse gigantesco trabalho, e essa tecnologia, os micro-computadores, os micro dispositivos não acusem onde a fragilidade humana é reincidente, no egoísmo, na ambição, na injustiça, criando as desigualdades gritantes, a divisão da humanidade em dois mundos distintos, os excessivamente ricos e os miseráveis. Lamentável que a tecnologia e as micro máquinas não atinjam o coração no que diz respeito ao sentimento, tornando o homem mais sensível à dor, ao sofrimento, às lágrimas alheias, ao irmão que apenas suplica pelo direito de viver com dignidade a vida que ganhou.

(*) Regina Stella (Fortaleza), jornalista e escritora

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Regina Stella S. Quintas
Jornalista e Escritora
studartquintas@hotmail.com

                                            
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> 2015

– Outubro
Camaleões à solta

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Coronel Chichio

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Seca: a tragédia se repete
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Estórias de sertão, estórias de cangaço
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Maio, cada vez menos Mês de Maria, está indo embora...
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Gente brava
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